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Preços da Habitação Disparam 17,7% no 3º Trimestre

A procura por uma casa em Portugal continua a ser um dos maiores desafios para as famílias. Os preços parecem não dar tréguas, e os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) vêm confirmar esta tendência: o índice de preços da habitação aumentou 17,7% no terceiro trimestre de 2025, acelerando ainda mais face aos trimestres anteriores. Na "Linha Base", vamos analisar estes números, perceber o que está a acontecer no mercado imobiliário e, mais importante, o que esta escalada de preços significa para quem sonha em ter a sua casa própria ou para quem já a tem.

IMOBILIÁRIO

1/8/2026

white and brown house near green grass field under white clouds and blue sky during daytime
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A Escalada dos Preços: Números Que Preocupam

Os dados do INE são claros e mostram uma pressão contínua sobre os preços da habitação:

  • Aumento Anual Expressivo: No terceiro trimestre de 2025, os preços das casas subiram 17,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta aceleração de 0,5 pontos percentuais face ao trimestre anterior indica que a tendência de subida se mantém forte.

  • Casas Existentes Lideram a Subida: As casas existentes foram as que mais contribuíram para este aumento, com uma subida de 19,1%. As habitações novas também encareceram, mas a um ritmo ligeiramente inferior (14,1%).

  • Transações Milionárias: Foram transacionados 10,5 mil milhões de euros em habitação entre julho e setembro, um valor 16% superior ao acumulado no mesmo período do ano passado.

Menos Transações, Preços Mais Altos: Um Paradoxo?

Apesar da subida acentuada dos preços, o INE também revela que o número de transações de habitações desacelerou 15,5% face ao trimestre anterior, totalizando 42.481 unidades. Isto pode parecer um paradoxo: menos casas vendidas, mas preços mais altos.

  • Casas Existentes Dominam: A maioria das transações (80,5%) continua a ser de casas existentes, com 34.208 unidades vendidas. As habitações novas representam uma fatia menor (8.273 unidades) e registaram uma redução homóloga de 3,8%.

  • Famílias Continuam a Comprar: Apesar dos preços elevados, as famílias continuam a ser as principais compradoras, representando 88,3% das transações e movimentando perto de 9,2 mil milhões de euros.

Esta dinâmica sugere que, embora a procura por parte das famílias se mantenha, a oferta de casas a preços acessíveis é cada vez mais escassa, o que, por sua vez, continua a empurrar os preços para cima. O mercado está a tornar-se mais seletivo e caro.

O Que Está Por Detrás Desta Tendência?

Vários fatores contribuem para esta escalada contínua dos preços:

  • Oferta Insuficiente: A construção de novas casas não acompanha a procura, especialmente no segmento acessível.

  • Custos de Construção: O aumento dos preços dos materiais e da mão de obra encarece a construção, refletindo-se nos preços finais.

  • Procura Externa e Investimento: A atratividade de Portugal para investidores e compradores estrangeiros, bem como o investimento em alojamento local, continua a pressionar o mercado.

  • Inflação e Juros: Embora as taxas de juro do BCE se tenham mantido, o custo do crédito à habitação continua a ser um fator de peso, e a inflação geral reduz o poder de compra das famílias.

Aviso Legal: Este artigo tem um caráter meramente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, recomendação de investimento ou qualquer tipo de decisão financeira. O objetivo é fornecer conhecimento para que o leitor possa tomar as suas próprias decisões de forma mais informada e consciente. Consulte sempre um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão financeira importante.